Temperos de letras.

Quem nunca pegou uma receita de bolo e pensou que da mistura dos ingredientes e temperos é que sai o sabor, o aroma e o que a imagem dele pronto provoca em nossos sentidos?

Escrever é parecido com uma receita, exceto pelo fato que se não forem adicionados as quantidades corretas de ingredientes e temperos, o bolo pode não ser tão gostoso.

Para escrever não se tem pesos nem medidas, basta ter uma idéia, um sentimento, algo para compartilhar.

E como na receita de bolo, o que dá vida ao sabor são os ingredientes e temperos, que adicionados um a um transformam-se num excelente alimento!!!


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Volver

Tenho vontade de voltar ao passado e me encontrar com quem já fui. Ser apenas uma criança cujos sonhos eram tão vívidos e tão distantes. Vontade de ver aquela esperança latente que alimentava os meus dias. Saudade! De ser apenas uma menina que tinha como maior preocupação o nada. Ah, aquela menina de coração tão brando, de certezas e dúvidas.
De repente na caminhada não sei mais quem sou e apenas penso em me achar no que serei. E então, novamente terei saudade de quem já fui.

domingo, 11 de abril de 2010

É PRECISO

Para escrever é preciso encontrar com a dor, é preciso vestir a roupa feia da irresignação. Para escrever, é preciso derramar o choro sobre angústia e tecer palavras de amor. Para escrever, é preciso ver a cara da maldade e abrir os olhos para a tristeza. Para escrever, é preciso sentir todas as frustrações, deixar que as feridas inflamem e obstem toda beleza. Para escrever, é preciso tirar do peito o sentimento que à despeito da vida, não nos deixa florescer.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

ESCURO

E fez-se inverno dentro do peito. Ela foi tomada por um penumbra que cegou-lhe os olhos. Nada mais via, nada mais queria. Apenas ouvia o lamento que vinha de dentro. Não pensou em abrir as cortinas. Seguiu. A luz no entanto, tentava-lhe alcançar. Sentiu o sol aquecer-lhe o rosto. Pensou na alegria efusiva que sol proporcionava à sua alma. Permitiu.

terça-feira, 6 de abril de 2010

EM CADA PASSO

Lentamente os pés se movem. Buscam alcançar aquilo que os olhos não conseguem ver. O caminho é longo e cada avanço representa uma insegurança, um desafio, um medo. Em meio ao desconhecido, não se tem a certeza de chegar, mas tão somente a vontade de caminhar.